
Depois de um tempo, mas ainda na infância, percebi que essa não era tarefa minha e sim dos meus pais.
Haaa ! Como eles lutaram pra tentar encontrar um significado para mim, mesmo sabendo que não existia.
Com as minhas própria conclusões algum tempo depois, eu disse a eles para deixarem de se preocupar comigo, eu aprenderia sozinha.
Foi um caminho longo e árduo esse negócio de aprender, viu. Tanto caminhei, nada encontrei.
Daí comecei a sentir umas cutucadas no peito sabe, e depois descobri que essa cutucadas eram denominadas sentimentos e eles agiam contra ou a favor de mim involuntariamente. Mas eu não podia me deixar dominar por isso, né ?
Nos meios em que vivi, aprendi a controlá-los, e mais, aprendi um novo sentimento, uma tal de FELICIDADE. Percebi que todos ao meu redor queriam sentir essa tal de felicidade, e eu tbm queria saber como era [risos]; Já que tenho que aprender, vamos até o fim então.
Muito tempo depois daquele dia, eu sei que essa tal de felicidade é muito limitada para os prazeres que eu quero sentir. Porque eu quero mais, muito mais, sempre mais. Felicidade é pouco. Felicidade me diminui a um sentimento só, e eu sou um turbilhão de sentimentos, é muita coisa para mim mesma sentir, é muita coisa para fazer os outros sentirem, é muita coisa para fazer você sentir...
Vou confessar que nem todo o meu caminho foi um mar de rosas, muitas pessoas pisaram nos meus calos, e como doíam, como me arrancaram segundos de gritos de dor... Mas isso é relevante em comparação a tudo e bom que eu sinto aqui dentro.
Hoje, eu vejo o que é de verdade. Essa verdade veio até mim como um raio que cai, de surpresa, no galho de uma árvore.