sábado, 18 de fevereiro de 2012

Uma vida real.


Confesso não ser o maior fã de Bruno Mars, mas IT WIL RAIN me parecia muito apropriada para aquele momento. Ele dizia "Cause there'll be no sunlight if I lose you, baby and there'll be no clear skies" no exato momento em que os pneus do meu carro atingiam o asfalto molhado a 80kl/h fazendo aquele barulinho que você tanto adorava. Assim como muitos, em diversos lugares, pediam que aquela chuva cesasse, eu pedia que parasse de chuver na minha cabeça para pode processar, filtrar e entender tudo o que você havia me dito minutos antes. O espasmo foi tão grande, que eu não consegui pensar em repostas ou argumentos para suas palavras, eu só pensava em como seria impossível viver sem você.
Sim, eu sou egoísta, eu sei, você me disse tantas vezes e eu não quis acreditar. Reconheço que tudo o que você fazia era pensando em mim, mas o meu erro foi fazer o mesmo... Quero dizer, você vivia por nós, mas eu... Eu vivia por mim acreditando que se me cuidasse, você seria sempre minha. Tolice acreditar que seria simples assim, no dia seguinte, quando minha ficha finalmente caiu, eu percebi que em um relacionamento intenso como o nosso, não existe EU ou VOCÊ, existe apenas NÓS.
Foi tão difícil recomeçar, você não sabe como foi doloroso ter que aprender sozinho que as pessoas são egoístas também, pois enquanto eu estava despedaçado por dentro, elas viviam suas vidas normalmente. Foi difícil acordar no dia seguinte e receber 'bom dias' animados de pessoas que nunca se pergutaram se havia algo errado comigo. Será que não era visível meu sofrimento? Pode parecer egocentrismo, mas não me interprete mal, porque não é isso. Eu sentia coisas que ouvi as pessoas relatarem minha vida interia, mas que nunca havia parado pra pensar em como seria viver tudo aquilo... Foram tantos momentos, tantas promessas, tantos planos que se jogaram pela janela quando você disse que tudo, absolutamente tudo havia chegado ao fim. 
Apesar de ter passado por tudo isso, hoje eu não choro mais ao falar de você, compreendo o quanto eu aprendi com os meus erros, com os seus erros, e com a nossa mania de errar quase sempre igual. Essas coisas que andam dizendo por aí, que homem não sofre, não chora, é pura bobagem. Nós sofremos sim, só que quietos, em silêncio, sem apoio... E no final tudo o que nos resta é recomeçar sozinho.

(Relatado á mim por alguém qualquer)



quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Ah! O amor.

Começo essa prosa de ensinamentos e explicações contando à vocês que as palavras à seguir grudaram-se em mim há uns três dias. Apareceram misteriosamente após cada página virada de "Querido John". Pois bem...
Quando saber que alguém está apaixonado por nós ? Acredito que a questão atinja muitas pessoa que dizem estar amando. É uma confusão (né Well?) não saber se o que sentimos é tambem o que despertamos ao outro para faze-lo sentir. Sempre achei uma decepção não recebermos sinais para sentirmos-nos amados... Tipo esses sinais que surgem quando estamos amando, quando a pele se arrepia só de pensar n'outro, quando o coração aperta cada abraço de despedida (mesmo sabendo que no dia seguinte estarão juntos novamente), quando nos pegamos pensando 24hs em outra pessoa.
Há uma questão na vida social que muda completamente quando estamos amando, diz respeito ao planos que fazemos, e ao futuro que esperamos. Enquanto aquele que ama faz planos cujo ponto final é o nome da outra pessoa, aquele que não ama faz planos guardando os pequenos trechos abertos para o outro encaixar-se. Por exemplo: A professora SÓ está apaixonada, ela tem aulas, alunos, uma rotina cheia e espera que o outro entenda. O contador está amando e acredita não ter felicidade, não ter paz, não ter sossego... Ele só tem a professora.
Talvez amar não seja uma coisa boa, quero dizer... Amar alguém fisicamente não é bom. Você nunca tem certeza nas coisas que faz sozinho e sentir-se inseguro não é felicidade (pelo menos não a que eu conheço), antes de agir você sempre pensa no que o outro vai achar sobre isso ou aquilo, você tem medo realizar coisas fúteis, como cortar o cabelo demais, comprar uma roupa extravgante... Qualquer pessoa que se considere independente, torna-se completamente dependente quando passa a amar alguém, e eu não precisei viver muito (nem amar ninguém) para saber que dependencia faz mal, machuca e possui uma etapa de reabilitação demorada. Essa dependencia do amor é daquelas bravas, que te pega de jeito (como diria o bom brasileiro) e te enche de borogodó. Só o amor é capaz de envolver você com momentos sem palavras, ele te oferece o dom de entender um olhar, um sorriso, um gesto. É essa coisa melancólica e retórica mesmo, ainda que você seja insensível, se pega dizendo que ama alguém, quando ela menos esperar.
Quero dizer à você, que provavelmente está sentado em uma cadeira pensando sobre o quanto ama, já amou ou pretende amar alguém (pelo menos é esse o efeito que espero ter causado com minhas palavras até aqui), que eu nunca amei ninguém, não mesmo, amor é para sempre e hoje sei que o que senti não passou nem perto de quase para sempre, foi mais uma escola. Sendo assim, pode ser que discorde do que falo, ou possa encontrar aqui o que sempre procurou entender. Já vi bastante para saber que o amor é um poço de dúvidas que nunca mais vai te deixar agir com certeza sobre as coisas, é um caminho sem volta, um labirinto com direções erradas e enigmas nível hard para decifrar, mas como diz a biblía "O amor Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor jamais acaba" (1º Cor. 13, 4-8), então, por mais que seja dolorosa (não era bem essa a palavra que queria usar, mas enfim...) essa coisa de amar, não desista. Vocês nasceram um para o outro  e como peças de um quebra cabeça encaixam-se perfeitamente.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Você



Havia ensaiado durante toda a noite as palavras que iria lhe dizer. Tudo correu bem, muito bem, até aquele momento... Olhei profundamente nos seus olhos, você estava sério e eu aproveitei para falar tudo o que queria. Não sabia dizer o que estava acontecendo com você nem o que estava sentindo, você não demonstrava nenhuma emoção e aquilo me irritava, era como se eu tivesse perdido completamente o domínio sobre quem você era. Atentamente você ouvia cada palavra que eu dizia. Eu falava dos planos que fizemos entre abraços, beijos e amassos, eu falava de todas as vezes que seus olhos brilhavam quando dizia que me amava, e todas as vezes que meu coração palpitava quando ouvia isso. Detalhei à você todas as vezes que as lágrimas insistiam em cair no meu rosto quando pensava na hipótese de te perder, como eu me desesperava por cair na armadilha dos meus próprios pensamentos. Fiz você rever todos os objetivos que alcançaríamos juntos, todos aqueles anos de relacionamento e todos aqueles dias que me deixavam cada vez mais louca de amor por você. Apontei meus erros, apontei seus erros e apontei a mania que eu tinha em sempre pensar no que seria bom para você e você sempre pensar no que seria bom para mim, mas a falha que tivemos em nunca pensar sobre o que seria bom para NÓS. As palavras saltavam gradativamente dos meus lábios e você continuava me olhando sem expressão. Finalmente, em meios a lágrimas e decepções, finalizei meu discurso como um corredor ao chegar em primeiro 'numa' maratona. Eu estava pronta para virar as costas e dar adeus a todos aqueles planos, todos aqueles anos, toda aquela euforia que você me fazia sentir, estava pronta para apagar da memória os melhores meses da minha vida. AÍ VOCÊ SORRIU... Um sorriso capaz de destruir qualquer barreira que estivesse me impedindo de voltar para você.
- Passou meu amor... Passou !

terça-feira, 10 de janeiro de 2012



Assim como o nu é a coisa mais sublime em toda a arte, deve ser mais sublime na dança, porque dançar é o ritual religioso da beleza física. - Isadora Duncan

sábado, 7 de janeiro de 2012

Amaixão.

Já ouvi diversas declarações. Há aqueles que disseram: "Só vou desistir quando ela disser SIM no altar, e não for para mim." Outros já foram mais diretos: "Eu nunca vou te deixar, seria como cometer suicídio." A verdade é que em nenhuma das vezes eu acreditei... Ufa ! Ainda bem. Nenhuma delas foi verdadeira. Pode não parecer, mas quando você está apaixonado por alguém, essa pessoa acaba se tornando um jarro de cristal valioso que deve ser vigiado todo instante. Uma pessoa apaixonada observa a outra como, se em um surto, fosse necessário pular em frente a um caminhão para protege-lá. Cada gesto, cada passo, cada palavra é acompanhado com total atenção, como se esse comportamento fosse obrigatoriamente necessário em casos de paixão.
Paixão é bom, é gostoso, dá prazer, faz-nos sentir-mos bem, mas acaba. Esse é o lado ruim dessa tal paixão, que por sinal, já foi motivo de diversas publicações. Não acredito que paixão tenha prazo de validade, ela entra e sai a hora que bem entende dos nosso corações. O pior é que pessoas apaixonadas sabem disso, mas preferem se entregar a ilusão de quem um dia paixão será amor. Paixão acaba, sempre acaba. Amor não. E também é ilusório acreditar que amor poderá ser paixão, o máximo que pode acontecer é ele ser jogado de escanteio esperando uma oportunidade para entrar em campo novamente.
Hoje eu olho para trás e vejo um passado curto, mas cheio de ensinamentos. Um passado que me deixou cheia de perguntas sem respostas. Um passado (um mini passado) que me fez amadurecer bastante (ou o suficiente) para eu saber que as coisas não mudam se eu não mudar, é essa convicção que sempre me dá forças para recomeçar e fazer tudo diferente.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Doce Caio #1



E eu estava só começando a entrar num estado de amor por você. Mas não me permiti, não te permiti, não nos permiti.
Caio Fernando Abreu

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Histórias da vida.

Quando conhecemos uma pessoa, insistimos na mania de construir uma imagem dela. Após certo convívio (ou de cara mesmo) nos apaixonamos. Com o passar dos dias, percebemos que essa imagem não tem a ver com o que essa pessoa é realmente, mas com o que gostariamos que ela fosse. Não construímos uma pessoa com defeitos, manias e má educação, e sim algo perfeito, algo que gostariamos que existisse, apesar de não admitirmos e mostrarmo-nos sempre dispostos a "aceitar" o conteúdo estragado. A relação vai acontecendo, até que em certo momento você percebe que ela não é nada daquilo que você imaginou, e fica culpando o tempo por ter te mostrado isso tão tarde. Pobre tempo ! A culpa não é dele, muito pelo contrário, nada melhor que o tempo para mostrar que as pessoas são imperfeitas. É fantasioso acreditar que conhecemos defeitos, qualidades e manias das pessoas logo de cara, ninguém se apresenta dizendo "Prazer, sou egocêntrico, ciumento, orgulhoso e insensível". As qualidades são apresentadas primeiro, na inútil concepção de apaziguar os estragos que os defeitos causarão posteriormente.
Após todas as frustrações ainda ficam as boas lembranças, aquelas que não deixamos ser encobertas pela tentativa fracassada de construir um relacionamento. Logo em seguida, vem a fase de se "auto culpar" por ter sido incapaz de viver uma história com alguém autentico. Sim, alguém autentico, porque aquela pessoa que você se apaixonou, sabe ? Aquela que jurou-lhe amor eterno, sinto dizer, mas ela é uma fraude e você caiu na armadilha do seu próprio coração. Mas calma... Agora não é hora de se desesperar, ao contrário, você fabricou essa pessoa e se apaixonou, agora você tem que se livrar desse projeto para se desapaixonar. Rabisque as qualidades e encha-a de defeitos, só assim irá perceber como você é demais para ela. É um caminho sufocante, árduo e longo. Para começar, você deve admitir para si mesmo que apaixonou-se por uma farça. Não deixe que no meio do caminho a fádiga tome conta da sua capacidade de superação, aprenda com os seus erros e permita que as situações que você vivenciou sirvam de lição para os outros (e para si mesmo). Se sua frustração for muito grande, seja desonesto também, assim como essa pessoa foi com você. Após se importar, não deixe transparecer sua tristeza, aproveite a oportunidade para dar o troco, manipule e depois jogue fora. Tá, confesso... Dar o troco, manipular e jogar fora são palavras muito fortes, então ao invés disso, torne-se um professor, pois essa é a única oportunidade que você tem para transmitir tudo o que aprendeu à essa outra pessoa. Assim ela não errará novamente... Ou errará por opção.
Quando sua tarefa estive concluída, não guarde mágoas. As vezes a culpa nem foi sua por ter criado um personagem, muitas vezes as pessoas não estão contentes com o que são e elas mesmo se inventam na triste espectativa de um dia ser feliz usando uma máscara. Admita para você que esse personagem nunca foi importante, apesar de continuar amando-o, pois é muito mais fácil agir, quando sabemos com quem estamos lidando, mesmo que os resultados não sejam os esperados. Nosso coração é estúpido, burro e tolo, ele não escolhe quem vai amar, simplesmente ama e acabou.

(Para aquela que me fez assistir a existência do amor, Ellen Raboni)